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Antiga Rodoviária em 3D
Derruba ou restaura ?
Antes de qualquer decisão, o GoogleEarth optou pela preservação em 3D da imagem da antiga Rodoviária Américo Dias Ferraz, que ficará assim para a posteridade, pelo menos nessas imagens, que me pareceram ainda não terminadas.
____________________________
"RODOVIÁRIA
No primeiro anteprojeto de
Vieira, de meados da década de 1940, a
rodoviária deveria estar integrada à área
reservada aos prédios públicos, no
Centro Cívico, onde hoje se encontra o
Fórum. Nos primórdios da cidade, antes
mesmo de sua fundação oficial, foi
posta em operação, provisoriamente,
uma rodoviária no Maringá Velho21,
construída em madeira. Em 1948, diante
da crescente movimentação de
viajantes, tomou-se a decisão de edificar outra estação, agora em
alvenaria, na Praça Napoleão Moreira
da Silva22, onde funcionou ao longo da
década seguinte (SANTOS,
GONÇALVES & MACEDO, 2007).
Isso não implicou, todavia, desativação
automática da primeira. As duas
conviveram por alguns anos23. Trata-se
de um indício de que havia dinâmicas
específicas na área pioneira e na região
central.
Por provável descontentamento
com a simplicidade do terminal da praça
central, que era desprovido de
infraestrutura, o prefeito Américo Dias
Ferraz assumiu o projeto de fazer uma
“nova rodoviária” e trabalhou para
estabelecê-la defronte da estação
ferroviária. Consta, porém, que havia
divergências sobre a localização,
manifestadas, por exemplo, pelos
dirigentes da Cia. Melhoramentos, mas
o prefeito deu prosseguimento ao
projeto e a estação foi concluída e
inaugurada pelo sucessor24. Foi erigida,
enfim, no outro limite do “eixo
monumental”.
Em 1998, o terminal rodoviário
foi transferido para a Avenida Tuiuti,
com a conclusão de suas novas
instalações25. Recentemente, a antiga
edificação, hoje conhecida como
“rodoviária velha”, tornou-se objeto de
polêmicas públicas, envolvendo
projetos de sua preservação ou de
reocupação da área.
O poder Executivo, após
interditar o prédio alegando que estava
condenado, consolidou a decisão de
demoli-lo para reocupar a área com
outros projetos. Seja por interesse dos
antigos lojistas, seja por iniciativa de
setores ligados à defesa do Patrimônio Histórico, criou-se uma demanda
judicial.De qualquer maneira, houve até
abertura de edital de licitação para
apresentação de propostas visando à
reocupação da área26, precedida da
atualização da legislação de ocupação
do solo naquela região27. No modelo
preconizado pela prefeitura, entre outras
exigências, as propostas deveriam
oferecer, como contrapartida ao poder
público, a incorporação de um centro
cultural nas novas edificações."
Texto extraído de "MARINGÁ: A PAISAGEM E OS PROJETOS COMO PALIMPSESTO" (http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/viewFile/7999/4755) de Reginaldo Benedito Dias, Professor do Dep. de História da Universidade Estadual de Maringá
Imagens: GoogleEarth em 3D
17/01/2010 Publicada por Márcio Rosa de Carvalho
Derruba ou restaura ?
Antes de qualquer decisão, o GoogleEarth optou pela preservação em 3D da imagem da antiga Rodoviária Américo Dias Ferraz, que ficará assim para a posteridade, pelo menos nessas imagens, que me pareceram ainda não terminadas.
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"RODOVIÁRIA
No primeiro anteprojeto de
Vieira, de meados da década de 1940, a
rodoviária deveria estar integrada à área
reservada aos prédios públicos, no
Centro Cívico, onde hoje se encontra o
Fórum. Nos primórdios da cidade, antes
mesmo de sua fundação oficial, foi
posta em operação, provisoriamente,
uma rodoviária no Maringá Velho21,
construída em madeira. Em 1948, diante
da crescente movimentação de
viajantes, tomou-se a decisão de edificar outra estação, agora em
alvenaria, na Praça Napoleão Moreira
da Silva22, onde funcionou ao longo da
década seguinte (SANTOS,
GONÇALVES & MACEDO, 2007).
Isso não implicou, todavia, desativação
automática da primeira. As duas
conviveram por alguns anos23. Trata-se
de um indício de que havia dinâmicas
específicas na área pioneira e na região
central.
Por provável descontentamento
com a simplicidade do terminal da praça
central, que era desprovido de
infraestrutura, o prefeito Américo Dias
Ferraz assumiu o projeto de fazer uma
“nova rodoviária” e trabalhou para
estabelecê-la defronte da estação
ferroviária. Consta, porém, que havia
divergências sobre a localização,
manifestadas, por exemplo, pelos
dirigentes da Cia. Melhoramentos, mas
o prefeito deu prosseguimento ao
projeto e a estação foi concluída e
inaugurada pelo sucessor24. Foi erigida,
enfim, no outro limite do “eixo
monumental”.
Em 1998, o terminal rodoviário
foi transferido para a Avenida Tuiuti,
com a conclusão de suas novas
instalações25. Recentemente, a antiga
edificação, hoje conhecida como
“rodoviária velha”, tornou-se objeto de
polêmicas públicas, envolvendo
projetos de sua preservação ou de
reocupação da área.
O poder Executivo, após
interditar o prédio alegando que estava
condenado, consolidou a decisão de
demoli-lo para reocupar a área com
outros projetos. Seja por interesse dos
antigos lojistas, seja por iniciativa de
setores ligados à defesa do Patrimônio Histórico, criou-se uma demanda
judicial.De qualquer maneira, houve até
abertura de edital de licitação para
apresentação de propostas visando à
reocupação da área26, precedida da
atualização da legislação de ocupação
do solo naquela região27. No modelo
preconizado pela prefeitura, entre outras
exigências, as propostas deveriam
oferecer, como contrapartida ao poder
público, a incorporação de um centro
cultural nas novas edificações."
Texto extraído de "MARINGÁ: A PAISAGEM E OS PROJETOS COMO PALIMPSESTO" (http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/viewFile/7999/4755) de Reginaldo Benedito Dias, Professor do Dep. de História da Universidade Estadual de Maringá
Imagens: GoogleEarth em 3D
17/01/2010 Publicada por Márcio Rosa de Carvalho
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